A inteligência artificial pode processar dados de milhares de imóveis num segundo — mas não consegue "ler" o cliente no momento em que este encontra a casa certa. É essa a fronteira que Miguel Silva, Diretor de Tecnologias de Informação da Porta da Frente Christie's, traça em artigo de opinião na TEK Notícias.
Para Silva, a IA deve libertar o consultor das tarefas administrativas e repetitivas — organização de informação, análise do histórico de clientes, identificação de contactos prioritários — para que este se concentre no que realmente cria valor: a relação e a confiança. No imobiliário de gama alta, onde as transações envolvem valores elevados e
decisões importantes, a tecnologia tem limites claros. A verdadeira transformação, conclui, não está nas ferramentas em si, mas na forma como são usadas para reforçar, e não substituir, o fator humano.
Publicado na TEK Notícias (SAPO), 24 de fevereiro de 2026.
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